quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Detalhe

Meu estômago embrulhado... Como se os vermes que hospedo em mim badalassem em êxtase e a minha cabeça lateja pulsante vibrando na sincronia dos ruídos da cidade. Meu corpo está pedindo um segundo de descanso. Que delícia.

Diga-me você, já lhe ocorreu à idéia que você esta morrendo? Por mais banais e ridículos que sejam os motivos e os sintomas? Pois bem, é assim que me sinto. Um lixo. (risos) Mas mantenho o bom humor mesmo na depressão.

Adoraria cair na falácia do amor, queria me iludir um pouco com uma garota.
Adoraria fazer algo diferente... Nem que seja vestir-me estranhamente pra variar.
Adoraria estar bebendo um vinho e ouvindo um jazz sozinho em um bar chinelo.
Adoraria ficar horas deitado no chão frio flutuando em algumas idéias idiotas.

_ Por que as coisas simples são tão complicadas?
_ A gente que complica elas, rapaz!

Muita coisa na cabeça te faz sentir extremamente vazio. Depressão, mas a situação é tão desgostosa que acaba sendo engraçada. Ave o bom humor sádico que eu vilmente sinto. Que caquinha fedida, mas tá okay.

Enfim, só preciso de um tempo pra me organizar e preparar uma listinha de coisas para fazer nessas férias pra me dar alguma paz de espírito.

Sexo, porém mais poético (clichê).
Drogas e álcool, porém com uma forma mais consciente (ironia).
Rock n’ Roll, Só que menos destrutivo (impossível!).

Como uma pessoa pode ser tão chata consigo mesmo?

Lucas Costa C. de Freitas

sábado, 27 de agosto de 2011

Outra observação:



Gostaria e escrever algo que não fosse tão sombrio ou infeliz.
Escrever algo que não fizesse alusão ao vinho, cachaça ou rum.
Nem ao uísque 12 anos em que cruelmente gasto meu dinheiro
Também adoraria eliminar o cigarro, fumo ou drogas em geral.

Eu gostaria de escrever sobre mulheres, sendo mais específico, sobre a mulher em que me apaixonarei.
Mas não consigo... A quem diga que se escreve o que se vive.

Em que mundo eu existo?
Ou deixo de existir...


Lucas Boina

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sono

...

_ Me traz a conta, por favor.
Eram três e pouco da manhã.
Respirei profundo mais uma vez antes de me levantar e deixar o dinheiro da conta com o garçom já sonolento que me atendia. Peguei meu maço velho de cigarros e terminei o vinho da taça antes de deixá-la sobre a mesa de plástico amarelo. Coloquei minhas mãos frias dentro dos bolsos vazios da minha calça jeans suja do tinto fermentado que havia tomado e segui em direção pra casa.
“Ela havia me deixado fazia um mês e retornado ao encontro de meus lábios há uma semana. Curioso como um coração petrificado pela espera explode em vivacidade na fração de um olhar murchando novamente a cada pensamento que, dolorosamente, especulam sobre um futuro conjugal.”
_Você logo vai embora e já também não é como antigamente_ sussurrei.
Seguia com frio ate minha residência, e apesar da jaqueta de couro espesso, ainda sentia o incomodo do sopro da madrugada. Escutava meus passos e o vento, carros passando e uma coruja ou outra cantando nos terrenos baldios. Como eu gostaria de estar dormindo agora.
“Abracei-a fortemente, beijei sua testa e em seguida sua boca... Não era como antes, eu me sentia morto. Olhei dentro daqueles olhos fundos analisando os detalhes de sua pele, me procurando desesperado. Então, atuei, fingi na minha busca infinita para acreditar que eu sentia o que senti antes por ela. Como sou falso!”
Chegando já na quadra de minha residência, tropecei algumas vezes nas imperfeições da calçada, estalei alguns dedos da mão e confortei-me acendendo um dos poucos cigarros que me restava daquele maço. Parei um instante para contemplar absolutamente nada e olhar fundo para o céu e descobrir que eu traço limites.
“_Falso?! EU? _ dizia em pensamento. Juro pelo meu pulso fraco que não estava sendo! Como posso eu fingir se sentia meu peito fraquejar a cada toque e um sorriso nascer sorrateiramente na minha cara. Beija-me e não me beija, já não sei mais o que sou!”
Três passos e estou de frente à porta de madeira de uma casa amarela de portões azuis. Retiro a chave do bolso interno da jaqueta, abro a casa, deito na cama e agora estou na cozinha... 4 da manhã, como se ao longo do meu porre eu pulasse momentos. Abri a geladeira e preparei um pão com manteiga. Porta, sala, sala, sofá e sentar. COMER.
“O que sou? Ao longo do dia conversamos, bebemos e transamos. E era como se eu estivesse dividido. Havia o passado e havia o futuro meu presente estava morto na bifurcação de dois tempos, o que morreu e o que morrerá. Ela foi embora, partiu novamente e prometeu voltar. Mas no fim quem partiu fui eu. Eu só peço paciência é o que mais preciso nesse momento, e também, adoraria ter sua compreensão (o que já é pedir demais). “Me deixa dormir, eu to cansando” e extremamente confuso... Eu preciso dormir.”
Sofá, corredor, quarto e cama. Deitei novamente e adormeci.


“Eu nunca me cansei de sonhar”

Lucas Boina

domingo, 17 de julho de 2011

Onomatopéia (1º Título)

Tédio...
Um minuto:
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
6x
(=)60 segundos de tédio

O marasmo desse "atoísmo" é quase dadaísta.

_ Hummm... (2º Título)

Agora explica isso campeão!

Lucas Boina

Punheta

Afague-me
Afague-me
Hei que vou me afagar
Toque, jamais poderei tê-lo
Mas o tenho...
Sim, o teu
Não, o teu
E sim o meu a me afagar

quinta-feira, 14 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Uma observação

Há beleza em putas e vagabundos
Há um ar adocicado nos ébrios e imundos
Há aroma de rosas em mendigos e tarados
Como há de fato,
Salpiques de poesias nesse texto mal pensado

Rico
Pobre
Plebe
Nobre

Não há amor sem desgraça
Não a Romance sem cachaça

Digo,

Pureza sem o decadente, tédio ou sacanagem... Enfim,
O que seria da pureza?
Qual seria a graça de orar?
Qual seria a graça em se preservar?

Onde arrumaríamos bons filmes?
Ou melhor, onde beberíamos de um bom vinho?
Um lugar para ver o jogo no fim da tarde?
Um cantinho para nos aventurarmos com a amada?
Ou ate mesmo com aquela... que, bem... não é tão amada assim!


Ou pior... De onde arrancaria inspiração os poetas?
O que seria um canto sossegado, se não só um canto?
O que seria uma mulher, se não mais uma mulher?

Aos puritanos que rejeitam a cachaça e o cigarro
Pois bem, pereçam virgens e solitários...
Prefiro lamber do verde musgo de mil vaginais doentes.
A usar ternos e máscaras fingindo conservadorismo.

Retomando o assunto, porque eu sempre dou um jeito de desvirtuar o texto.

Sim,
Há poesia
No mais triste e sujo infeliz largado numa esquina bêbado morrendo de risos forçados olhando para uma grande poça de vômito vermelho desejando no fundo se matar...
Ou numa prostituta degenerada deitada em um canto da cama suja de sangue depois de vários orgasmos falsos e dores fortes pós-coito...
Também em qualquer esculacho que você adoraria zombar ou transformar numa forma de ofensa...
Há “Glamour” no “decadente”, afinal, se você sofre você terá uma historia pra contar.

Lucas Boina

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quando lhe faço mal:

- 1º Me esqueça confiando que eu talvez te esqueça.
(Não existirei)
- 2º Me perdoe confiando que eu talvez te perdoe.
(Sou reflexo seu)
- 3º “?” confiando que... “?”
(Seja o que “Deus” quiser)

Observações:
1º Irado
2º Conformado
3º Tolerante

Considerações finais:
Um em três, fato irrefutável aos vermes.

_E é assim que eu me sinto. Claro, tirando a vergonha.

Depois dás 21 horas eu só posso lhe oferecer mais um desgosto:
Desculpe-me...

O presente dói e provoca raiva, mas é sincero.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O amor é a maior de todas as Violências

-Amor é um sacrificio pelo proximo, logo, você perdera sua liberdade ao encontrar um limite em quem se ama.
-Amor vai te decepcionar, no fim das contas nada é eterno no nosso plano ciente
-Nos jogamos de cabeça amor, mesmo sabendo que podemos nos afogar
-O amor nos joga contro os outros que não amam nossos amores
-O amor iludi
-O preço do amor é o sangue. (um exemplo pros mais singelos... Jesus)

Lucas Boina

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sussurrante

O quarto
O corredor
A cozinha
A sala

Vazios
.
.
.

Meu corpo sentado, um canto da casa.
Um cigarro aceso, brasa e centelhas.
O que eu fiz?
O que estou fazendo?

Porque eu penso
Tanto...

Naquilo,
Nela,
Naquele estante.

Um olhar pode ser gritante
Penetra minha carne e reverbera minha alma
Congelada a timidez eu volto ao meu eu calado

Vira,
Volta... O tempo

Um abraço
Meu olhar distraído
Olho para os cantos
Os olhos dela estão fechados

Ela sente tanto...
O que eu sinto?
E deste ponto

Falece o Plural...

(minha auto-analise do meu amor Jovem)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Cigarro Urbano

A cidade é uma fonte que emana culturas, movimentos, manifestações e mutações. A cidade é amaldiçoada pelas historias de suas ruas, revoluções e pelas pessoas distraídas que caminham nas calçadas sujas do centro e periferias. A cidade é um câncer de idéias...
Segundo um dicionário conhecido, cidade é um; “Complexo demográfico formado, social e economicamente, por uma importante concentração populacional não agrícola dedicada a atividades de caráter mercantil, industrial, financeiro e cultural”
Para mim, cidade é como um cigarro, você traga, se vicia e por pior que a fumaça lhe faça, o estupro é tão intenso e saboroso que você simplesmente se deixa levar pelo prazer de um tabaco aceso. A cidade agride e amansa nossas sensações, uma relação sadomasoquista entre cervo e senhor que se revezam no controle.
Ruas, avenidas, artérias e veias que bombeiam o sangue para o corpo da metrópole, sim, ela é vida e afinal, todos somos. E aqui entra minha idéia... Contemplar a vida da cidade e a energia encefálica da mesma, ou seja, a mente, a vida o cotidiano de uma tarde/noite de alguns qual queres, dos cidadãos de bem de Goiânia.
Colide-se estilos, paisagens, tribos, ideologias, sínteses do convívio social e da experiência individual de cada um resultando em uma gama infinita de possibilidades culturais. Cada qual se integrando em sua própria comunidade e se fragmentando em comunidades alheias.
Talvez você não esteja entendendo o sentido desse texto... Pois bem, você está de fato no sentido certo. Sendo que o mesmo sempre foi na sua totalidade ate o presente parágrafo e será ate o seu fim, experimental.
A conversa entre dois indivíduos nunca tende as intenções iniciais de seu começo, sempre haverá ramificações de idéias desassociadas a finalidade inicial e é isso que gera a troca de informações e a expansão do conhecimento conjunto a partir dos saberes e incertezas compartilhadas em um dialogo. A cidade é o que é devido isso... A falta de finalidade anárquica que flui nos rios urbanos.
Toda mutação é evolução, como ouvi certa vez em uma música do Júpiter maçã, a colisão dessas idéias que aquecem o povo goiano e assim criam sua identidade. É o infindo choque da cultura de massa, contra-cultura, da arte suburbana, do underground contra o pop, são os pobres e os ricos... A arte e a anti-arte. A cidade é o caos mascarado na organização, não existe poder, existe anarquia suja quando vivemos uma política fraca e de constante tráfico de influencias. Aonde o pobre vai preso em esgotos e o nobre bebe de champanhe na cadeia, onde quem compra votos vende esperança e quem tem dinheiro esta sempre por cima da Lei...
Vamos colocar o termo Anarquia segundo um dicionário conhecido, Anarquia é; “Falta de governo ou de outra autoridade capaz de manter o equilíbrio da estrutura política, social, econômica, etc” ou então “Desmoralização, desrespeito, avacalhação”.
A cidade é a anarquização imunda da democracia disfarçada na constituição.
A cidade fede.
Esse caos é a equação que constrói nossa identidade, pois, não existe revolta sem porque e nem tragédias sem motivos e da arte nada se tira sem a inspiração de uma gota de sangue. Sem a opressão ou ideologias contraditórias não haveria punks ou hippies, sem o preconceito não haveria panteras negras ou o Rap. Sem dor não haveria sequer uma expressão de desgosto e a cidade chora e ri. Como disse Pinhead "Não há dor,(...)somente intensidade!" e a cidade fede, pois seu perfume é intenso!
A cidade é uma fonte que emana culturas, movimentos, manifestações e mutações. A cidade é amaldiçoada pelas historias de suas ruas, revoluções e pelas pessoas distraídas que caminhão nas calçadas sujas do centro e periferias. A cidade é um câncer de idéias... Necessário e inevitável. Por isso... Andemos um pouco e observemos as pessoas, pode ser interessante, quando de forma holística, elas se integram ao meio urbano.

Lucas Boina

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O retrato da memória

video

Um video sobre a memória e a mortalidade... Figuradas em um Tomate.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Imagem

Há poesia em todas as coisas.
Seja nos olhos da amada
Seja nos olhos de um cão
Olhos vazios
Olhos vivos
Olhos mágicos

Pássaros e o vento
Brisa fresca da tarde
Céu-mar, crepúsculo tardio
Quintal de casa

Hoje mirei nas asas de uma borboleta
Radiante amarelo solar, vivo como a mesma
E negras rajas de morte, noite, escuro

Pousada numa folha em meu jardim
Enquanto eu a observava...
Pensei.
Quem me dera vê-la mais claramente

Dessa forma...

Meus versos se tornariam soberbos
Como as visões comuns de um jardim caseiro

Lucas Boina

domingo, 20 de março de 2011

Nathalia no ponto.

Conseqüência da sorte
Surpresa, vice-morte.
Um momento...
É ela mesma!

_Nathalia, Nathalia!_ Gritei.

“hahaha, Pirei”_ Falei baixinho.

Pensei...
Por um segundo sobre a situação
Dois segundos pensando se eu descia do ônibus
Três reclamando pra mim mesmo que não poderia
Quatro contemplando a surpresa da menina saltitante
Cinco pra cair à ficha que a porta havia fechado
E eu já tinha me distanciado.

15 segundos, menos 5 da minha insatisfação...
Somados com a viajem do ponto ao terminal
20 minutos pensando em como 10 segundos silenciosos com você me fizeram tão bem

Bem clichê isso tudo...
Porém, existe algo mais clichê que o amor?
Minha vontade e de te dar umas palmadas
Senti-me comum pela eternidade de alguns minutos.

Lucas Boina

P.s: Segunda vez que escrevo alguma coisa pra alguem em minha vida.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O que é isso?

Um violão pode ser:
Um instrumento
Um objeto
Um algo

Porém...
É tão manjada essa definição

Um Violão pode ser:
Um Amigo
Um Sonho
Um Deus
Um Espírito
Um Eu
Um Você
Um Nós

Vi o corpo de meu bem, frio e estático, dentro de um caixão lustroso de madeira e pano fino cobrindo o estofamento...
Lembrei de um poema, recordei a lágrima de sua face e lhe paguei com as minhas daquele instante pensando nas músicas que tocava em nossos encontros.

Uma pessoa pode ser:
Um Instrumento
Um objeto
Um Algo

Morto ou Vivo
Frio ou quente
Não deixa de ser um corpo

Porém...
É tão manjada essa definição

Uma Pessoa pode ser:
Um Amigo
Um Sonho
Um Deus
Um Espírito
Um Eu
Um Você
Um Nós

Que contexto se organiza os termos?
Amo meu violão, Não ela.
Ela não é mais ela... Ela é carne.
Ela é o violão... O cofre das memórias do coração, meus momentos com o concreto e o imagético emocional presente em acordes serenos de memória.

Lucas Boina

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Aurora, A bela

(A porta se abre)

As luzes apagadas de um singelo apartamento do subúrbio. Quarto pequeno como de um Hotel barato, um sofá, uma tevê, a cama de casal de lençóis amarrotados. Uma mesa simples de madeira com uma foto e um uísque barato pela metade.

(As luzes se acendem, três passos para dentro ela dá)

O sofá estala devido o peso de uma jovem loira cheirando a cigarro e perfume de moça elegante. (click!) A tevê se liga e fica inquieta entre os poucos canais.
_Que dia_ Pensa a jovem moça loira em voz alta.
Não suportava a rotina, já não sorria verdadeiramente, somente colocava máscaras e simulava alegria aos seus clientes mais formosos. (nota do autor: Tão comum isso, não?) A mesma cama amarrotada de todos os dias e o mesmo cheiro de peixe que já lhe era tão comum.
Ouve-se dois estalos agora, o do frustrado levantar da dama do sofá e de sua queda abrupta na cama de casal. Nota-se também seus pensamentos, cogitou em se matar, porém, logo se esqueceu da idéia, um pensamento tão comum já lhe era desgostoso e não lhe parecia sensato realiza-lo de bom grado.
Não havia escolha, como já falava ela, alguns nasceram pra a perversão e outros destinados aos fios de ouro. Então fechou seus olhos em graças ao suicídio de manhã, sorrio daquele jeito e dormiu.
A porta aberta, as luzes acesas e a televisão ligada. O que lhe restava naquela residência? Auto-estima? Dignidade? Um filete sequer de amor próprio? Só lhe sobrou as historias do quarto solitário no subúrbio de São Paulo, que melhor seria se fossem roubadas e assim tendo se em vida mais uma crônica póstuma de uma cidade grande... Oculta no comum.

_ Café de Satã