quarta-feira, 4 de abril de 2012

Observação Nº 2313 Art. Carência

Estou carente hoje e é por isso que eu vou fumar mais um cigarro na sacada de casa olhando para o céu noturno e pensando em uma garota bonita e simpática que poderia estar me beijando em alguma outra sacada sob a luz da lua. O aroma de cigarro poderia ser o aroma de vinho ou de perfume e o ambiente solitário poderia ser algo mais quente ou animado. Depois de beijá-la e de trocar algumas conversinhas nós já estaríamos de fogo, então eu arrancaria sua roupa e as coisas iriam acontecer ou simplesmente apagaríamos na cama, bêbados, e diríamos no dia seguinte, que tudo que rolou só foi mais uma das muitas boas noites na sacada.
_Maldito cigarro... Queima papel, fumo e atiça minha imaginação.
O toquinho vai pro chão e eu volto pra frente do meu computador.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Karen

Um tiro na cabeça... O corpo caiu da ponte e fim.

_ Aonde você vai Karen?
_ Embora daqui...
_ Embora? Vai, mais é melhor você não voltar dessa vez.
_ Eu sei, mas tenho que resolver umas coisas.
_ Você nunca vai chegar a lugar nenhum mesmo. Desgosto
_ É o que me dizem sempre.
_ Sua vadiazinha subnutrida. Vai embora daqui. Agora!
_ Estou indo...
_Aproveita e dá um “oi” pro seus amiguinhos.

Uma porta se abre e se fecha. ( Obs: Aqui... O começo.)

Fim

Escrevo sobre a sensação de ver uma pessoa da mesma maneira que se lê um poema em uma folha de papel em branco.
Solitário, nu e deitado em minha cama. Fico eu pensando em uma garota que acabo de ver em uma tela. Nada de toque, minhas mãos estão repousando atrás de minha cabeça em quanto o resto de meu corpo está estirado ao longo dos lençóis. Erótico e sensual era sua face mole de lábios trincados e olhos vermelhos como de um coelho. A obra prima da natureza é a própria natureza e o meu ser como raça não se extirpa disso, todos são naturalmente perfeitas pinturas de Deus, mas ela naquele momento era o ápice da minha pinóia alucinante e logo assim, a gravura mais singular e divina de uma extensa galeria de observações.

Fechei meus olhos, senti o vento frio da madrugada afagar minha pele, um arrepio na barriga, senti minha boca úmida esfriar... Levantei-me.

... Um lápis e um bloquinho:

“... Escrevo sobre a sensação de ver uma pessoa da mesma maneira que se lê um poema em uma folha de papel em branco...”.

Inicio.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Detalhe

Meu estômago embrulhado... Como se os vermes que hospedo em mim badalassem em êxtase e a minha cabeça lateja pulsante vibrando na sincronia dos ruídos da cidade. Meu corpo está pedindo um segundo de descanso. Que delícia.

Diga-me você, já lhe ocorreu à idéia que você esta morrendo? Por mais banais e ridículos que sejam os motivos e os sintomas? Pois bem, é assim que me sinto. Um lixo. (risos) Mas mantenho o bom humor mesmo na depressão.

Adoraria cair na falácia do amor, queria me iludir um pouco com uma garota.
Adoraria fazer algo diferente... Nem que seja vestir-me estranhamente pra variar.
Adoraria estar bebendo um vinho e ouvindo um jazz sozinho em um bar chinelo.
Adoraria ficar horas deitado no chão frio flutuando em algumas idéias idiotas.

_ Por que as coisas simples são tão complicadas?
_ A gente que complica elas, rapaz!

Muita coisa na cabeça te faz sentir extremamente vazio. Depressão, mas a situação é tão desgostosa que acaba sendo engraçada. Ave o bom humor sádico que eu vilmente sinto. Que caquinha fedida, mas tá okay.

Enfim, só preciso de um tempo pra me organizar e preparar uma listinha de coisas para fazer nessas férias pra me dar alguma paz de espírito.

Sexo, porém mais poético (clichê).
Drogas e álcool, porém com uma forma mais consciente (ironia).
Rock n’ Roll, Só que menos destrutivo (impossível!).

Como uma pessoa pode ser tão chata consigo mesmo?

Lucas Costa C. de Freitas

sábado, 27 de agosto de 2011

Outra observação:



Gostaria e escrever algo que não fosse tão sombrio ou infeliz.
Escrever algo que não fizesse alusão ao vinho, cachaça ou rum.
Nem ao uísque 12 anos em que cruelmente gasto meu dinheiro
Também adoraria eliminar o cigarro, fumo ou drogas em geral.

Eu gostaria de escrever sobre mulheres, sendo mais específico, sobre a mulher em que me apaixonarei.
Mas não consigo... A quem diga que se escreve o que se vive.

Em que mundo eu existo?
Ou deixo de existir...


Lucas Boina

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sono

...

_ Me traz a conta, por favor.
Eram três e pouco da manhã.
Respirei profundo mais uma vez antes de me levantar e deixar o dinheiro da conta com o garçom já sonolento que me atendia. Peguei meu maço velho de cigarros e terminei o vinho da taça antes de deixá-la sobre a mesa de plástico amarelo. Coloquei minhas mãos frias dentro dos bolsos vazios da minha calça jeans suja do tinto fermentado que havia tomado e segui em direção pra casa.
“Ela havia me deixado fazia um mês e retornado ao encontro de meus lábios há uma semana. Curioso como um coração petrificado pela espera explode em vivacidade na fração de um olhar murchando novamente a cada pensamento que, dolorosamente, especulam sobre um futuro conjugal.”
_Você logo vai embora e já também não é como antigamente_ sussurrei.
Seguia com frio ate minha residência, e apesar da jaqueta de couro espesso, ainda sentia o incomodo do sopro da madrugada. Escutava meus passos e o vento, carros passando e uma coruja ou outra cantando nos terrenos baldios. Como eu gostaria de estar dormindo agora.
“Abracei-a fortemente, beijei sua testa e em seguida sua boca... Não era como antes, eu me sentia morto. Olhei dentro daqueles olhos fundos analisando os detalhes de sua pele, me procurando desesperado. Então, atuei, fingi na minha busca infinita para acreditar que eu sentia o que senti antes por ela. Como sou falso!”
Chegando já na quadra de minha residência, tropecei algumas vezes nas imperfeições da calçada, estalei alguns dedos da mão e confortei-me acendendo um dos poucos cigarros que me restava daquele maço. Parei um instante para contemplar absolutamente nada e olhar fundo para o céu e descobrir que eu traço limites.
“_Falso?! EU? _ dizia em pensamento. Juro pelo meu pulso fraco que não estava sendo! Como posso eu fingir se sentia meu peito fraquejar a cada toque e um sorriso nascer sorrateiramente na minha cara. Beija-me e não me beija, já não sei mais o que sou!”
Três passos e estou de frente à porta de madeira de uma casa amarela de portões azuis. Retiro a chave do bolso interno da jaqueta, abro a casa, deito na cama e agora estou na cozinha... 4 da manhã, como se ao longo do meu porre eu pulasse momentos. Abri a geladeira e preparei um pão com manteiga. Porta, sala, sala, sofá e sentar. COMER.
“O que sou? Ao longo do dia conversamos, bebemos e transamos. E era como se eu estivesse dividido. Havia o passado e havia o futuro meu presente estava morto na bifurcação de dois tempos, o que morreu e o que morrerá. Ela foi embora, partiu novamente e prometeu voltar. Mas no fim quem partiu fui eu. Eu só peço paciência é o que mais preciso nesse momento, e também, adoraria ter sua compreensão (o que já é pedir demais). “Me deixa dormir, eu to cansando” e extremamente confuso... Eu preciso dormir.”
Sofá, corredor, quarto e cama. Deitei novamente e adormeci.


“Eu nunca me cansei de sonhar”

Lucas Boina

domingo, 17 de julho de 2011

Onomatopéia (1º Título)

Tédio...
Um minuto:
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
6x
(=)60 segundos de tédio

O marasmo desse "atoísmo" é quase dadaísta.

_ Hummm... (2º Título)

Agora explica isso campeão!

Lucas Boina