sábado, 5 de maio de 2012

Só escrevi, pensarei no título agora...hm, Cidade fica muito na cara... então: que tal...


Todo dia pela manhã acordo e faço as minhas malas
Abro os olhos novamente é penso
Pra onde vou ir?

Depois da porta do quarto
Existe a porta do corredor
Do corredor, a porta da sala
A porta da sala a rua de um condomínio
Condomínio, vários bairros
Destes bairros, o centro da cidade
E a cidade em si...

E saiu pra passear
Vejo-me preso
A cidade me consome
Prendendo-me em seu estomago
Alimentando-se de mim

Pra onde eu vou?
Eu só sei viver
Não aprendi sobreviver
Há quem faça isso por mim
Como lojas, farmácias e redes de fast food

Sinônimo da liberdade é prisão? Tenho dúvida, senhor mestre e professor...
NÃO!

Mas, eu só vejo uma grande gaiola de concreto e cimento cheio de passarinhos cantando... Tristes e sem vida.

Lucas Costa

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Obs: sente o drama.

.

"?"

O que me dá na cabeça pra escrever toda hora sobre mulheres, amor, paixão e essas coisas... Se não é isso eu escrevo sobre cachaça, cigarro ou putaria poética. Por que eu não posso escrever simplesmente sobre nada? Acho que o texto ficaria muito melhor se eu escrevesse sobre nada nele. Deveria postar um ponto no meu blog e nada mais. Acho que significaria muito mais coisa pra mim do que a maioria das coisas que escrevi. Enfim, uma folha em branco é tão linda e sempre algum infeliz tem que cuspir seus problemas ou então suas fantasias nela.
Sem doces para você hoje senhora poesia e prosa melodramática.

Por fim, eu vou dar um título bem singelo e sugestivo para esse texto.
“?” – “?”+ Foda-se = Título
Obs: Foda-se (PONTO)

Observação Nº 2313 Art. Carência

Estou carente hoje e é por isso que eu vou fumar mais um cigarro na sacada de casa olhando para o céu noturno e pensando em uma garota bonita e simpática que poderia estar me beijando em alguma outra sacada sob a luz da lua. O aroma de cigarro poderia ser o aroma de vinho ou de perfume e o ambiente solitário poderia ser algo mais quente ou animado. Depois de beijá-la e de trocar algumas conversinhas nós já estaríamos de fogo, então eu arrancaria sua roupa e as coisas iriam acontecer ou simplesmente apagaríamos na cama, bêbados, e diríamos no dia seguinte, que tudo que rolou só foi mais uma das muitas boas noites na sacada.
_Maldito cigarro... Queima papel, fumo e atiça minha imaginação.
O toquinho vai pro chão e eu volto pra frente do meu computador.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Karen

Um tiro na cabeça... O corpo caiu da ponte e fim.

_ Aonde você vai Karen?
_ Embora daqui...
_ Embora? Vai, mais é melhor você não voltar dessa vez.
_ Eu sei, mas tenho que resolver umas coisas.
_ Você nunca vai chegar a lugar nenhum mesmo. Desgosto
_ É o que me dizem sempre.
_ Sua vadiazinha subnutrida. Vai embora daqui. Agora!
_ Estou indo...
_Aproveita e dá um “oi” pro seus amiguinhos.

Uma porta se abre e se fecha. ( Obs: Aqui... O começo.)

Fim

Escrevo sobre a sensação de ver uma pessoa da mesma maneira que se lê um poema em uma folha de papel em branco.
Solitário, nu e deitado em minha cama. Fico eu pensando em uma garota que acabo de ver em uma tela. Nada de toque, minhas mãos estão repousando atrás de minha cabeça em quanto o resto de meu corpo está estirado ao longo dos lençóis. Erótico e sensual era sua face mole de lábios trincados e olhos vermelhos como de um coelho. A obra prima da natureza é a própria natureza e o meu ser como raça não se extirpa disso, todos são naturalmente perfeitas pinturas de Deus, mas ela naquele momento era o ápice da minha pinóia alucinante e logo assim, a gravura mais singular e divina de uma extensa galeria de observações.

Fechei meus olhos, senti o vento frio da madrugada afagar minha pele, um arrepio na barriga, senti minha boca úmida esfriar... Levantei-me.

... Um lápis e um bloquinho:

“... Escrevo sobre a sensação de ver uma pessoa da mesma maneira que se lê um poema em uma folha de papel em branco...”.

Inicio.